domingo, 15 de agosto de 2010

Durante o caminho...

Estive pensando que, em tão pouco tempo, vivi coisas as quais jamais tinha imaginado viver, tomei decisões as quais nunca pensei tomar, senti tristezas e alegrias, decepções e orgulho de mim mesma.

Nesse curto período, tomei decisões erradas, porque fui preciptada, porque queria fugir de não sei o que, e tive que que enfrentar as consequencias, tive que voltar atrás e admitir que eu estava errada (algo que não é tão fácil pra mim). Mas também senti orgulho porque aprendi a admitir os meus erros e aprendi a enfrentar as pessoas e dizer que o que as deixavam orgulhosos de mim não era exatamente o que me fazia feliz.

Vi a pessoa que mais amo nesse mundo sofrer por causa de uma doença, mas me senti forte pra enfrentar a situação, e me sinto feliz em ver a sua recuperação a cada dia (mesmo que a cada dia ela tenha menos cabelo!).

Decidi por algo que não estava nos meus planos, que não imaginava querer, que não era meu sonho, mas agora é.

Senti medo e insegurança, ainda sinto, na verdade. E, às vezes, acho que não vou conseguir. Que dessa vez, estou indo longe demais.

E sinto que, às vezes, tomo minhas decisões querendo provar pras pessoas que eu posso e que sou capaz. Às vezes, pra provar pra mim mesma. Mas, desta vez, não quero provar nada pra ninguém. Sinto que tomei a decisão por mim e pra mim.

Porque quero viver coisas novas. Porque tenho vivido as mesmas coisas todos os dias. Porque quero ir ver o que tem além do portão da minha casa. Pra ver se a cor do céu no outro hemisfério é a mesma que neste. Pra ver como e o porque as pessoas sorriem lá e como elas enfrentam os seus problemas.

Pra me conhecer e ser uma pessoa melhor.





E aqui estou eu, correndo atrás. Óbviamente, gostaria de já estar na linha de chegada, mas cada um com o seu tempo. Às vezes acho que se me esforçasse mais, estaria mais a frente. Mas depois vejo tudo tem que acontecer na hora certa.

Os meus recentes passos foram: tirei finalmente o passaporte, já tenho todas as referência que precisava, dei o submit no app (porque, apesar de ter terminado, ainda não tinha feito isso), arrumei um trabalho *.* ( and guess where?! - numa creche - sim, ironias do destino!) e criei coragem e preenchi o app da Expert Aupair (não custava nada né...vai saber...).

Bom, ainda falta o bendito formulário médico que, na verdade, não fui atrás ainda, por falta de tempo e de opção. E, é claro, a grana da inscrição, já que ocorreram imprevistos com meu primeiro pagamento (snif snif). Mas, assim caminha a humanidade...

Nessse tempo que fiquei sem postar, fiquei também distante de todo esse mundo de au pair, que convenhamos, é mundo paralelo. Tive que me distanciar porque a ansiedade tava grande. Posso dizer que deu certo. Estou mais tranquila, não me cobrando tanto. Já consigo ver que, em breve, vai acontecer (leia-se: otimismo!)

Girls, obrigada pelas visitas no blog! É muito bom conhecer pessoas que estão no mesmo barco, com os mesmos medos e sonhos.


And that's all!

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em condições de ter êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?" - Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de julho de 2010

Hallelujah




Hallelujah n° 1

Pois é, queridas amigas e amigos!
Terminei a bagaça!


Mããããs, ainda falta coisa. Sim...Ainda falta.
Ainda tenho que ver as referências pessoais (tenho tanta opção de pessoas, que eu nem sei pra quem eu vou pedir primeiro! rs (riso amarelo)), tenho que ver um médico bondoso pra assinar o meu Health Information e o meu passaporte, que já está agendado mas só para o fim de agosto. #Morri



Hallelujah n° 2

Finalmente sou uma pessoa habilitada! Tô só esperando a CNH chegar.
ÊÊÊÊÊ pra mim! E um ÊÊÊÊ pra minha tia que deu aquela força!



Por hora é só!


Beijomeliga!





A satisfação está no esforço, e não apenas na realização final. (Mahtma Gandhi)




segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dear Host Family....

Ajudar é sempre bom né!

Sempre procuro nos blogs conteúdos que possam me ajudar, me esclarecer dúvidas, enfim, utilidades! E claro, conforme a gente vai passando pelo processo e vai aprendendo, sentimos (quer dizer: no meu caso, eu sinto) vontade de ajudar também!

Assim, segue aqui a carta que fiz para a host family:

"Hello host family! How are you? I hope well!

My name's Talita, I'm 22 years old and my birthday is in February 7. I live in a small town called Itanhaém, which is on the coast of the State of São Paulo. It is a very quiet town, near the ocean. I live with my parents, my brother and sister. My father is 45 years old and he is a salesman. My mother is 48 and she is artisan. My brother is 20 and he works at the register office and my sister is 11. My family is very important for me and they always support me and everything I am nowadays was because they taught me.

I consider myself a calm person, patient, easy going, friendly, flexible, honest, responsible and I fit easily in new situations. By the way, I think that new situations in our lives are essential for there to be personal development. I don't drink and I don't smoke, and I am not a party girl. I like a lot being in a familiar ambient and to do familiar programs too.

Currently I have only studied. I am studying Hospitality Management at a college located in Santos, a town near mine. Actually, I started the college in São Paulo, where I lived for one year and a half alone. But I had to come back to my hometown. When I lived alone in São Paulo it was a great experience and I learned many things about myself and it made me more independent.

About my daily routine, during the week I am committed to studies and college, and with household duties. In my free time I like to do many activities like going to the beach, traveling, hiking, camping with my friends or my family or just staying at home reading or watching a good movie. I am Seventh Day Adventist, so on Saturdays I often go to church. On some Sundays I take care of my cousin who is 10 years old and comes to my house to spend her time with us.

I chose the au pair program, because it will give improvement in my English’s skill and knowledge of another culture and these are very important for my future profession. And, of course, I like a lot working with children and I have a good time with them. I always had opportunities to take care of them because I am oldest daughter and oldest cousin, so I always take care of my little sister and cousins. I did an internship in a kindergarten in 2009, for seven months and I took care of children from 6 to 18 months. I also took care of two children, Luiz Felipe, who is 8 and Ana Carolina, who is 9 months, nowadays. I have experience with children from 6 months to 15 years old. The activities I like to do with them is play in the park, ride a bicycle, painting, doing crafts, reading for them, play some sports and activities that develop the logical and physical skills.

During the program, I hope to learn much about your culture and I can teach my own. I believe I can teach your kids something and I also learn from them. I expect to be their a big sister and soon to be considered as a family member. I am sure it will be a great experience in my life.

I look forward to hearing from you.

Best regards

Talita Astolpho Leite
"





sábado, 17 de julho de 2010

Correndo - Parte 3 (Teste de Inglês)

Foi a corrida hein!

A minha agente já vinha me ligando (leia-se: me pressionando) pra fazer o teste e resolvi marcar já que estou em São Paulo, apenas para ver as pendências do app.

Não estava tão preocupada com o teste, porque tenho percebido que meu inglês está melhorando a cada dia, mas, sabe como é, ser avaliada (pra mim, pelo menos) é a pior coisa.

Saí de casa (da casa da minha vózinha, onde estou hospedada!) pra pegar o trem, logo depois metrô, e pra melhorar, mais um ônibus, com a cabeça em parafuso.

Não sei bem o que acontece, mas estou me sentindo um pouco insegura com tudo. Às vezes acho que esse processo não está andando...Mas tem horas que acho que está rápido demais. Às vezes acho que não preciso fazer isso. Mas tem momentos que é fundamental fazer isso.

Enfim, fui a "viagem" pensando about it. E quando cheguei na agência percebi que era tarde demais pra voltar atrás. Tenho respirado isso todos os dias, não teria o porquê desistir da idéia.

Entrei na agência (para curiosidade das meninas: agência da CC na Vila Olímpia) uma mocinha simpática me atendeu e chamou a Ana Luiza, a mocinha, não menos simpática, que fez o teste comigo.

Ela me deixou a vontade, porém, sou do tipo que não fica à vontade quando estou sendo avaliada (já disse isso antes?!).

Vou colocando as peguntas, conforme eu for lembrando:
  • Por que você quer ser uma au pair nos EUA? (Ufa! Moleza!)
  • O que os seus pais acham da idéia de você ser uma au pair? (Mais uma!)
  • O que você quer fazer quando voltar dos EUA? (Piriri piriri pororó)
  • O que você gostava de fazer quando criança? (Ai, Céuss! Hã...Sorry...Can you repeat...Nem acreditei que não consegui entender a questão, de repente, as palavras começaram a fugir, eu pensei: já era!)
  • O que você acha importante no cuidado com crianças? (Beleza!)
  • O que você irá fazer pra conquistar suas host children? (Entendi a questão, mas houve um bloqueio cerebral, não conseguia responder...Caramba! Onde está meu vocabulário em inglês?!)
  • O que você irá fazer pra ter uma boa relação com seus host parents? (Já estava nervosa por causa da questão anterior, então, essa respondi não menos pior...)
  • O que você faria com as crianças num dia com neve? (Opa! Na ponta da língua)
  • O que voce está fazendo pra estudar inglês? (Beleza!)

Foi mais ou menos isso... De todas as questões que eu estava esperando ouvir, ela só me fez três, o resto, foram questões que eu não imaginava que iria fazer...

Quando ela disse: "Tá ótimo Talita! Finalizamos! Você passou!", acho que fiz a pior cara do mundo, porque não pensei que ia ter tanta dificuldade. É óbvio que estou ciente que quando chegar nos EUA, a comunicação será bem pior que isso...Mas, achei que poderia ter sido melhor.

Perguntei pra ela qual tinha sido meu nível e ela demorou um pouco pra responder: "Olha vc está entre o nível 4 e 5, mas talvez por causa de alguns momentos vc não ter compreendido a questão, é nível 4... Mas, você soube se expressar, então é quase 5".

Tipo: OI?

Tá, falei que queria refazer, ela disse que tudo bem, que o próximo seria by telephone.

"Viagei" pra casa, um pouco desanimada, mas normal...Quem disse que seria fácil?!

Bom, o app, praticamente está finalizado! Só falta postar as fotos, as referências pessoais e o health information. Mas isso tudo farei quando retornar à minha tribo! E semana que vem, (finalmente!) faço o exame prático da CNH!

Frase do post de hoje: "De meio grão em meio grão, a galinha enche o papo"

Xoxo

terça-feira, 15 de junho de 2010

Qual caminho seguir?


Entrar na faculdade foi um grande passo pra mim. Sempre estudei em escola pública (leia-se: não tive um dos melhores ensinos) e nunca tive condições financeiras pra bancar uma. Nunca passei fome, mas também nunca tive certos privilégios.
Decidi mudar pra São Paulo e tentar bolsa numa das melhores universidades de hotelaria do país. Decidi, fui determinada e consegui. Lembro quando eu liguei pra minha mãe e contei pra ela que tinha conseguido. Fiquei feliz demais e mais feliz ainda porque meus pais estavam orgulhosos de mim.


Depois de um tempo, algumas coisas foram mudando dentro de mim. Eu estava dentro de uma universidade a qual eu queria muito estar, mas já não via com tanta empolgação tudo aquilo. Eu não sabia se era o ambiente (muita ostentação), ou se era o curso, ou se era saudade de casa, ou se era simplesmente eu.

Tomei uma decisão difícil: tranquei a faculdade e resolvi voltar pra casa.

Decisão que me fez comprar briga com muita gente da família. Menos os meus pais, que sempre, sempre mesmo, estiveram do meu lado, apoiando as minhas decisões.

Transferi a bolsa pra uma universidade em Santos e tentei novamente. Juro que tentei, mas enfim, não consigo.

Ontei foi meu último dia de aula e tinha me dado essa data como o limite pra tomar essa decisão: vou trancar (de novo! \o/)

Sei que a patir de agora vou escutar: "faltam só um ano"; "e a bolsa?"; "você vai se arrepender" e blá, blá, blá. Não adianta. Tenho que ter esse tempo pra mim, pra ver o que realmente quero fazer e o que, de fato, eu gosto de fazer.

O curso foi uma escolha errada, admito. Mas estamos sujeitos às escolhas erradas. O que não quero é levar uma decisão errada pro resto da minha vida.


Assim, terei um tempo necessário pra me preparar pra ir pros States, vou dar a atenção que minha mãe precisa e vou ser feliz!


Quanto ao processo, here we go:


Depois do application on line da CC, tudo ficou mais fácil! Estou quase finalizando a minha parte, irão faltar as referências e o Health Information!


Agora que estou de férias (adoro falar/escrever essa palavra!), vou, finalmente, tirar a minha CNH (titia linda do meu coração: obrigada!) e em setembro eu dou um submit nesse app, já que pretendo embarcar em janeiro.


Meninas, adorei todos os comentários do post anterior. Fiquei feliz em compartilhar toda a minha história e muito obrigada pelas palavras. Só pra vocês saberem, o médico nos confirmou a chance de cura e logo minha mãe começará a fazer as quimios. Mas ela quer muito que eu dê continuidade no processo, então o pedido dela é uma ordem! =D






"De cada vez que eu tomo uma decisão errada, tomo logo uma decisão nova."( Harry Truman )




sábado, 29 de maio de 2010

As Mãos que retiram as pedras

Fazia tempo que não passava por aqui, mas é que nas últimas semanas aconteceram algumas coisas chatas (e coisas boas também!) e não tinha clima pra escrever.
Mas resolvi fazer este post pra contar o que aconteceu. Não apenas contar, mas eu precisava testemunhar o quanto Deus é grande e maravilhoso nas suas obras.
Não quero parecer a crente chata (e muitas vezes tiver vergonha de dizer que sou crente), mas sou o reflexo de Jesus Cristo aqui nesse mundo doido e é quase que uma necessidade falar as maravilhas de ser sua seguidora.
Como eu tinha falado no post anterior, estava enfrentando um problema de saúde da minha mãe. Esse preblema, que muitas vezes temos medo de falar, era câncer. Sim, câncer de ovário.
Na quarta-feira, dia 12, o médico nos corfirmou o que a gente já desconfiava. Disse que era grave, num grau avançado e que ela precisaria internar nesse mesmo dia, porque ela teria que operar.
Ela internou. Quando vi a minha mãe saindo de casa pro hospital, foi uma sensação a qual não pretendo sentir novamente.
Ela ficou uma semana internada antes da cirurgia. Na outra quarta, dia 19, ela operou. Entrou no centro cirurgico às 9 da manhã. Ela ligou, falando que estava entrando e que estava tudo bem com ela. Durante todo o dia me senti culpada de não estar lá, mesmo que no lado de fora, esperando a cirurgia terminar.
Às 4 da tarde, meu irmão me ligou dizendo que a cirurgia havia terminado, mas que ainda não sabia o que tinha acontecido, porque foi a minha vó quem entrou dentro do centro cirurgico e recebeu a noticia do médico.
Meu irmão pareceu nervoso, porque minha vó não dizia o que tinha de fato acontecido. Fui voando para o hospital, junto com meu pai.
Cheguei lá e fui ao encontro do meu irmão, que me disse que ela estava na UTI. Subi até o andar onde a minha mãe estava, correndo, sem saber o que iria escutar, com medo, muito medo. Esses minutos foram tão surreais, que parecia que não estava acontecendo comigo.
Encontrei a minha vó, sentada, do lado de fora da UTI, abraçada com o travesseiro da minha mãe. Ela estava estranha. Eu perguntei o que havia acontecido, mas ela foi breve dizendo que a minha mãe AINDA estava viva.
Logo em seguida, o meu pai chegou, com uma expressão que eu nunca tinha visto nele. Ele, por sorte (prefiro dizer, mãos de Deus), encontrou com o médico na entrada do hospital e perguntou como havia sido a cirurgia. Ele me contou, porque a minha vó mal conseguia falar.
O médico respondeu: foi complicada, complexa, o tumor estava enorme (tanto que já não havia mais as trompas, nem os ovários, e o últero estava todo comprometido), o tumor havia pego um pedacinho do intestino, que ele também retirou. Ela havia perdido muito sangue, foi entubada, que tinha saído do sala de cirurgia muito debilitada. Ele deu 48 horas criticas, as quais ela estava correndo risco de morte.
Neste momento, se eu pudesse ver, provavelmente veria anjos me segurando, pra não desabar. E com certeza, veria Cristo sussurando no meu ouvido: Confia!
E confiei. Em nenhum momento pensei no porquê aquilo estava acontecendo comigo, nem chorei, nem reclamei. Eu só dizia que íamos enfrentar tudo aquilo porque Deus estava à frente da situação, e que a minha mãe seria o meu testemunho. Testemunho que eu sirvo um Senhor vivo e poderoso e que pode tudo, inclusive, principalmente, tirar a minha mãe curada dali, se fosse da Sua vontade.
Foi a noite mais dificil da minha vida. Não durmi. Só orava. Às vezes, cochilava e acordava, mas só orando. Lembro de ter pedido, na minha oração ,que não queria chorar de tristeza, e sim de alegria e pedia pro telefone não tocar naquela madrugada.
Quando amanhaceu, fomos eu e o meu pai pro hospital, pra termos noticia. Em vão. Não passavam noticias da UTI fora do horário de visitas, que era só as 16h. Graças a uma amiga da família (que foi fundamental em todo o processo), que é amiga também do médico que operou a minha mãe, tivemos a resposta de Deus. O médico disse pra ela que estava surpreendido com a recuperação da minha mãe, que ela não precisaria ficar as 48 horas na UTI, que a tarde ela já desceria para o quarto e, o principal, ela estava praticamente curada.
De fato, chorei. Mas foi de alegria, como havia pedido na minha oração.
Ela ainda ficou mais uns dias no hospital. Teve algumas complicações, mas nada grave.
Ontem, ela teve alta. O médico disse que ela tem 99,99% de chance de cura. Óbvio que ela vai iniciar o tratamento de quimioterapia. Mas se ela seguir o tratamanto certinho, ela está curada.
Meninas, desculpem o post gigante e se o assunto fugiu do intercâmbio. Mas eu precisa falar isso. Eu precisava contar que eu testemunhei um milagre feito por Deus.
Quanto ao intercâmbio, ainda quero muito fazer. E Deus sabe e se preocupa com os meus planos.
Vou continuar com o processo, sim, mas o mais importante, agora, é a saúde da minha mãe. Porque se ela não estiver bem, eu também não vou estar.
Como a minha pretensão é ir no começo do ano que vem, vou fazendo o que tenho pra fazer. Mas está nas mãos do meu Senhor. E Ele sabe o tempo certo dessa realização acontecer.
Quero agradecer os comentários carinhosos. Isso é muito importante pra mim!
Bom, como sempre deixo uma frase nos finais dos meus post, vou colocar aqui um trecho da bíblia o qual não importa quantas vezes leio, toda vez me enche de forças:
Isaías 40: 28 - 31
"Será que vocês não sabem?
Será que nunca ouviram falar disso?
O Senhor é o Deus Eterno,
Ele criou o mundo inteiro.
Ele não se cansa, não fica fatigado;
ninguém pode medir a sua sabedoria.
Aos cansados ele dá novas forças
e enche de energia os fracos.
Até os jovens se cansam,
e os moços tropeçam e caem;
mas os que CONFIAM no Senhor
recebem sempre novas forças.
Voam nas alturas como águias,
correm e não perdem as forças,
andam e não se cansam."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

No meio do caminho tinha uma pedra...

...Quem me dera se fosse uma...

Quando as pessoas me vêem tão empolgada com a idéia do intercâmbio, elas não parecem entender o porquê desta tamanha empolgação. É simples. É um almejo meu, assim como é alguém almeja um carro, ou uma casa própria, ou almeja um cargo de liderança numa empresa antes dos 30 anos. E lendo alguns blogs de futuras au pairs, também encontrei meninas na mesma situação, no mesmo grau de ansiedade e de empolgação. (Ainda bem que não é só eu!)

De fato, minha empolgação é tamanha que esqueci de que nós, infelizmente ou felizmente (e eu acredito na segunda opção), não temos o controle das nossas vidas nem do nosso tempo. E durante esses últimos dias, tive que concordar com o que a minha mãe sempre me diz: “Grandes expectativas, grandes decepções”.

E as decepções acontecem, ué! Elas sempre vão acontecer. A gente nunca conta com as pedras que podemos, eventualmente, nos deparar ao longo do nosso caminho, e quando nos deparamos com elas, perdemos o rumo.

Um exemplo disso tudo: eu mesma. Encontrei muitos obstáculos durante esses dias. Uns mais simples, como a dificuldade de conseguir um trabalho voluntário (mas isso é assunto para outro post, porque foi uma corrida à parte, na verdade, ainda estou correndo atrás!), e outro mais complicado e o mais difícil, que não só eu tenho que enfrentar, mas a minha família também, que é um problema de saúde da minha mãe.

Com tudo isso acontecendo, percebi que tenho que voltar do meu conto de fadas pro mundo real (embora minha empolgação seja a mesma). Ainda tenho muita coisa pra resolver aqui. Quero ir? Quero. Eu vou? Tenho certeza disso. Mas estou consciente que tenho coisas importantes aqui, e que tudo vai acontecer na hora certa. Tudo no tempo de Deus, não no meu.

Quanto ao processo. Vai indo, devagar, mas vai indo.

Já fiz algumas fotocolagens, a personal letter, preenchendo algumas partes do app.

Estou sem pressa. Indo devagar pra não tropeçar! Afinal, paciência é o primeiro requisito pra ser uma au pair!!


"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"